Quando meu namorado me apresentou á ideia de fazermos um
blog, me pareceu natural falar sobre medo no meu primeiro post. A
“naturalidade” na escolha do tema do meu texto de estréia se deu,
principalmente, porque medo é um sentimento muito próximo de mim, muito
presente na minha vida e foi exatamente o que eu senti no momento que aquela
ideia de diversão e liberdade me estava sendo proposta.
Sinceramente, não conseguiria contabilizar e muito menos
relacionar as inúmeras vezes em que o medo fez com que eu desviasse do caminho
sem ao menos tentar. É quase como se eu ficasse paralisado, absorto pelo medo e
pela possibilidade de fracasso. O MEU MEDO é exatamente este: o medo de não
conseguir. É um sentimento de fraqueza que faz com que você nem tente algo pela
simples possibilidade de não conseguir realiza-lo ou pela mínima probabilidade
de insucesso; É o receio de decepcionar as pessoas que você ama e que apostam
em você; é a insegurança de não ser bom o suficiente, o temor de fracassar, é o
medo do novo...
A possibilidade de escrever em um blog me colocou em um
momento de auto avaliação e de questionamento: “Vou escrever sobre o que?”,
“Será que eu sou capaz?”, “Tenho algo relevante a falar?”, “E os meus medos?”.
Depois de um tempo de reflexão e de uma análise racional da situação,
de momentos de insegurança e do total apoio do meu namorado, eu entendi que
poderia e deveria tentar. Tentar, simplesmente. Não que o medo tenha ido embora
ou diminuído, muito pelo contrário. A verdade é que ele continua aqui, presente
e latente, em cada uma destas palavras. A diferença é que, desta vez, ele não
conseguiu me paralisar. A diferença é que, dessa vez, eu consegui ser mais
forte. E nesse momento este passo dado adiante é a conquista mais importante e
valiosa.
Percebam, não existe, em nenhum nível, a pretensão de
escrever aqui textos incríveis ou de me tornar “um escritor relevante” ou muito
menos ser o novo Arnaldo Jabor. Tudo que eu quero, neste momento, é poder me divertir,
me colocar e falar sobre as coisas e os assuntos que eu gosto e me interesso e,
acima de tudo, entrar no processo de exorcismo dos meus medos. Tenho certeza
absoluta que escrever nesse espaço vai me ajudar muito e me fortalecer como
pessoa. O meu compromisso é fazê-lo com o máximo de honestidade e dignidade
possível.
Apesar dos clichês inevitáveis, este post não conta a história
romântica de alguém que enfrentou seus receios e se tornou um vencedor. Esse
post trata com honestidade da história de um anti-herói da vida real que,
apesar dos seus medos e inseguranças, resolveu sair da sua zona de conforto e
tentar um caminho diferente. Conta, sobretudo, a historia de uma batalha
vencida numa guerra que ainda não acabou. Tão certo quanto a continuidade dessa
guerra é o fortalecimento e o esforço deste guerreiro em vencer cada uma das
batalhas que virão. Com medo ou sem medo o importante é lutar. O imprescindível
é tentar. Que venham as próximas batalhas!

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